Brincar com Volpi

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Martinho Patrício

O artista inicia sua trajetória em 1991 quando realiza sua primeira exposição individual na Pinacoteca da Universidade de João Pessoa, onde apresenta trabalhos feitos em tecido. Em 1996, participa do 3º Salão de Artes Plásticas no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e recebe o prêmio Menção Honrosa. Também em 1996 participa da mostra Antarctica Artes com a Folha, no Pavilhão Manoel da Nóbrega, em São Paulo, apresentando os trabalhos “Danúbio Azul 1 e 2” (1996). Realiza exposição individual no Museu de Arte Moderna da Bahia, em 1997, e no Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM-PE), Recife, em 2002. Nesta exposição, apresenta trabalhos pontuais que caracterizaram sua produção nos anos 1990, entre as quais a obra “Iêdas” (2002). Em 2002, participa da mostra coletiva Caminhos do Contemporâneo 1950–2002, no Paço das Artes, Rio de Janeiro, com um trabalho da série vermelha (Sem Título, 2000), feito em linho e fita de cetim. No Observatório Cultural Torre Malakoff, Recife, em 2005, realiza exposição individual com a obra “Brincar com Lygia” – instalação composta de pequenas peças triangulares, feitas com papel laminado, que formam um jogo e com o qual o artista provoca a participação do público, ao mesmo tempo em que faz um comentário ao trabalho da artista brasileira Lygia Clark e à democratização da obra de arte, disponibilizando à venda múltiplos do jogo pelo preço de Um Real.

Em 2006, participa da 27ª. Bienal de São Paulo: Como Viver Junto, apresentando uma série de pequenos trabalhos (Sem Título, 2002-2006), feitos em gorgorão e renda, e instalação “Brincar com Lygia” (2005). Em 2007, integra a exposição Futuro do Presente, no Instituto Itaú Cultural, com a instalação “Brincar com Volpi” (2007). Nesse mesmo ano, participa do 30º Panorama da Arte Brasileira: Contraditório, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), com uma série 20 de desenhos chamados “Expansão”, que hoje compõe o acervo do MAM-SP. Em 2009, integra o Programa Radiovisual – Projeto 4,33’’, na 7ª Bienal do Mercosul: Grito e Escuta, Porto Alegre, produzindo o áudio, intitulado “Tapioca” (2009). Outras obras do artista fazem parte do acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba e Pinacoteca da Universidade Federal da Paraíba. Atualmente, Martinho vive e trabalha em João Pessoa.

Com uma obra peculiar – geralmente em tecido – desenvolve conceitos ligados ao tempo, à religiosidade, ao sagrado e ao profano, à deformação dos objetos de culto e dos ritos. Ao mesmo tempo, lida com questões relacionadas ao imaginário popular, contrapondo texturas de materiais rústicos ligados às tradições do Nordeste de maneira a estabelecer diálogos entre eles. A utilização do tecido como suporte dos trabalhos se ancora em referências fortes do cotidiano do artista, desde cedo cercado por um repertório variado de formas litúrgicas e lúdicas feitas de engenho e pano. Embora estejam próximas as formas construtivas cultas, essas outras formas dos trabalhos de Martinho não são fixas ou rijas, cedendo ao sopro do vento e à proximidade do corpo humano. O procedimento proposto pelo artista alia seu interesse pela forma (até então conseguida por tecidos, fitas, fuxicos, rendas e suas cerziduras) à espontaneidade de configuração de um jogo como o de búzios.





Nascido em 1964, João Pessoa, Brasil.
Vive e trabalha em João Pessoa, Brasil.

Exposições na Galeria Superfície

2016

Martinho Patrício

A matriz afro e os elementos formais



Exposições Individuais

2017

Expansão. Casarão 34, João Pessoa, Paraíba.

2016

Galeria Superfície, São Paulo, Brasil.

2005

Brincar com Lygia. Curadoria Cristiana Tejo, Observatório Cultural Malakoff, Recife, Brasil.

2002

Martinho Patrício. Curadoria Moacir dos Anjos, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife, Brasil.

Martinho Patrício. Espaço Cultural Casa da Ribeira, Natal, Brasil.

2000

Martinho Patrício. Curadoria Claudia Saldanha, Espaço Cultural Sérgio Porto, Rio de Janeiro, Brasil.

Martinho Patrício. Curadoria Valquíria Farias, Centro Cultural de São Francisco, João Pessoa, Brasil.

1999

Martinho Patrício. Curadoria Moacir dos Anjos, Galeria Vicente do Rego Monteiro - Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Brasil.

1997

Martinho Patrício. Curadoria Gabriel Bechara, Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Brasil.

Martinho Patrício. Curadoria Gabriel Bechara, Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brasil.

Martinho Patrício. Curadoria Gabriel Bechara, Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, Olinda, Brasil.

1991

Martinho Patrício. Curadoria Hermano Jose, Pinacoteca da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Brasil.



Exposições Coletivas

2017

Projeto Desvios. Sesc Palladium, Belo Horizonte, Brasil.

Evoé. Galeria Amparo 60, Recife, Brasil.

2016

A Matriz Afro e os Elementos Formais. Galeria Superfície. Curadoria Gustavo Nóbrega. São Paulo, Brasil.

Em Espera. Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Curadoria Douglas Freitas. Campinas, Brasil.

Em Espera. Museu Murilo La Greca. Curadoria Douglas Freitas. Recife, Brasil.

Vértice - Coleção Sérgio Carvalho. Curadoria Marília Panitz, Marisa Mokarzel, Polyanna Morgana, Centro Cultural dos Correios, São Paulo, Brasil.

2015

Vértice - Coleção Sérgio Carvalho. Curadoria Marília Panitz, Marisa Mokarzel, Polyanna Morgana, Centro Cultural Correio Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; Museu Correio, Brasília, Brasil.

Ter lugar para ser. Curadoria Mario Gioia, Centro Cultural São Paulo, São Paulo, Brasil.

Múltiplos no MAMAM. Curadoria Beth da Matta, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife, Brasil.

2014

3ª Bienal da Bahia. É tudo Nordeste?. Curadoria Ayrson Heraclito, Museu Imaginário do Nordeste Departamento do Pós-Racialismo. Galeria Hansen Bahia. Cachoeira, Brasil.

2013

Galeria Virgílio. São Paulo, Brasil.

2012

Galeria Virgílio 10 anos. Curadoria Douglas de Freitas, São Paulo, Brasil.

2011

Vicissitudes. Curadoria Claudio Matsuno, Galeria Virgílio, São Paulo, Brasil.

Incorporações. Arte Afro-Brasileira Contemporânea. Curadoria Roberto Conduru, La Centrale Electrique, Bruxelas, Bélgica.

2010

Incompletudes. Curadoria Mario Gioia, Galeria Virgílio, São Paulo, Brasil.

2009

7ª Bienal do Mercosul - Grito e Escuta. Curadoria Vitória Noorthoorn e Camilo Yáñez, Roberto Jacoby, Artur Lescher, Mario Navarro e Laura Lima, Lenora de Barros, Programa Radiovisual, Fundação Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil.

2008

30º Panorama da Arte Brasileira: Contraditório. Curadoria Moacir dos Anjos, Alcalá 31, Madrid, Espanha.

Arte Contemporânea e Patrimônio. Curadoria Lauro Cavalcante, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil.

2007

30º Panorama da Arte Brasileira: Contraditório. Curadoria Moacir dos Anjos, Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Futuro do Presente. Curadoria Cristiana Tejo e Agnaldo Farias, Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brasil.

Selecciónde la 27ª Bienal de São Paulo: Cómo Vivir Junto. Curadoria Lisette Lagnado, Museu de Arte Contemporânea do Chile, Santiago, Chile.

2006

27ª Bienal Internacional de São Paulo: Como Viver Junto. Curadoria Lisette Lagnado, Adriano Pedrosa, Cristina Freire, Rosa Martinez e Jose Roca, Pavilhão Bienal, Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil.

Coleção MAMAM: doações 2001-2004. Curadoria Moacir dos Anjos. Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães. Recife, Brasil.

Desenho Contemporâneo, Curadoria Marcelo Campos, MCO Arte Contemporânea, Porto Portugal.

Dupla herança. Curadoria Marcelo Campos, Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza, Brasil.

Gráfico adesivo. Curadoria Gustavo Wanderley e Edson Silva, Centro Cultural Casa da Ribeira, Natal, Brasil.

2005

Homo ludens: do faz de conta à vertigem. Curadoria Denise Mattar, Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brasil.

Nordeste: fonteiras, fluxos e personas. Curadoria Luiza Interlenghi, Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza, Brasil.

2004

Narrativas: desenho contemporâneo brasileiro. Curadoria Divino Sobral, Centro Cultural de São Francisco, João Pessoa, Brasil.

Coleção MAMAM: doações 2001-2004. Curadoria Moacir dos Anjos, Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, Recife, Brasil.

Obras do Acervo – Faxinal das Artes. Curadoria Vicente Jair Mendes, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba, Paraná.

2003

Ordenação e vertigem. Curadoria Agnaldo Farias, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil.

2002

Pupilas Dilatadas. Curadoria Paulo Schmidt, Galeria Massangana, Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Brasil.

Rumos da Nova Arte Contemporânea Brasileira. Curadoria Fernando Cocchiarale. Paço das Artes, Belo Horizonte, Brasil.

2ª Bienal Internacional de Buenos Aires. Curadoria Júlia Rebouças, Jochen Volz, Gabi Ngcobo, Lars Bang Larsen and Sofía Olascoaga, Museu de Bellas Artes, Buenos Aires, Argentina.

Faxinal das Artes. Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curadoria Agnaldo Farias. Curitiba, Brasil.

Caminhos do Comtemporâneo: 1952-2002. Curadoria Lauro Cavalcanti, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil.

2001

Onde o Tempo se Bifurca. Curadoria Divino Sobral, Centro Cultural de São Francisco, João Pessoa, Brasil.

2000

Entre o Eu e o Mundo... Curadoria Divino Sobral, Centro Cultural de São Francisco, João Pessoa, Brasil.

1999

Projeto Nordestes. Curadoria Moacir dos Anjos, SESC Pompéia, São Paulo, Brasil.

1999

Coletiva. Galeria Funjope da Fundação Cultural de João Pessoa. João Pessoa, Brasil.

1998

Salão MAM, 5º. Museu de Arte Moderna da Bahia. Salvador, Brasil.

1997

Arte Contemporânea da Gravura. Museu Metropolitano de Arte de Curitiba, Curitiba, Brasil.

1996

Antarctica Artes com a Folha. Curadoria Lisette Lagnado,Stella Teixeira de Barros, Nelson Brissac Peixoto, Tadeu Jungle, Lorenzo Mammì, Pavilhão Manoel da Nóbrega, São Paulo, Brasil.

Anos 80: artistas emergentes. Curadoria Gabriel Bechara, Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Brasil.

3º Salão MAM-Bahia. Museu de Arte Moderna da Bahia. Salvador, Brasil.

1994

5º Salão Municipal de Artes Plásticas. Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa, Brasil.



Coleções Públicas

Museu de Arte Moderna de São Paulo – São Paulo, SP.

Museu de Arte Contemporânea do Paraná – Curitiba, PR.

Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – Recife, PE.

Museu de Arte Moderna da Bahia – Salvador, BA.

Fundação Cultural de João Pessoa – João Pessoa, PB.

Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba – João Pessoa, PB.

Pinacoteca da Universidade Federal da Paraíba – João Pessoa, PB.