SP-Arte 2017

Solo, Stand SL07
05—09.04.2017

Falves Silva (Cacimba, Brasil, 1943) é um dos artistas precursores do movimento Poema/Processo, ao lado de nomes como Moacyr Cirne, Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá e Neide Sá, e pode ser tido como um dos principais nomes a fazer poesia visual e experimental no Brasil. A produção de Falves Silva se estrutura a partir da convergência de dois dos principais eixos da arte brasileira: o movimento concreto e a arte conceitual. O artista dialoga com a literatura, o cinema e a história em quadrinhos; manipulando estruturas comunicativas e imagens da história da arte e da comunicação de massa. Participou em 1967 da exposição-manifesto inaugural do movimento Poema-Processo, bem como da XVI Bienal de São Paulo, com curadoria de Walter Zanini. A partir da década de 1980, associou-se à rede internacional de Arte Postal, mantendo-se em intenso e profícuo diálogo com artistas de distintas gerações e nacionalidades, como Jota Medeiros, Ivald Granato, Paulo Bruscky, Hudinilson Jr, Horácio Zabala, entre outros. Teve seus trabalhos exibidos na International Mail Art Exhibition, Tóquio, Japão, em 1984, e na II Bienal de Arte Correio, Espanha, em 1999. Mais recentemente, o artista teve sua exposição individual “Círculo do Tempo”, retrospectiva de sua carreira, apresentada no Centro Cultural São Paulo. Para o projeto Solo, apresentaremos trabalhos variados, colagens geométricas, desenhos e livros-obra. As obras datam desde 1967, ano inicial do movimento Poema/Processo, até a série “Sinais”, de sua produção recente, de 2006-2007, na qual o artista nos mostra “sinais de uma escrita futurista, na qual o alfabeto da escrita linear cede lugar a novos signos, a uma nova proposta não verbal e exclusivamente semiótica.